O Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) consolidou sua atuação na agenda de sustentabilidade ao registrar um crescimento expressivo na liberação de recursos voltados para projetos com impacto ambiental positivo. Entre janeiro e meados de outubro de 2026, o banco destinou R$ 619 milhões a municípios e empresas, superando significativamente a marca de R$ 289 milhões alcançada no mesmo período do ano anterior.
Referência em economia verde
O impacto prático dessa estratégia se traduz em apoio a setores estratégicos, como o agronegócio e a indústria. Entre as iniciativas financiadas, destaca-se a parceria com a Ecogen Brasil, que viabilizou a instalação de uma central de energia renovável baseada em biomassa em uma fábrica de automóveis na região metropolitana de Belo Horizonte. A transição energética, substituindo o gás natural pela biomassa, estima uma redução anual de mais de 15 mil toneladas de CO₂ equivalente.
Para o presidente do BDMG, Gabriel Viégas Neto, a mudança na política de crédito é um passo definitivo para o desenvolvimento do estado. “Minas Gerais assume o protagonismo neste debate de relevância global. A evolução do crédito verde no estado ganha tração a partir de uma diretriz que adotamos de forma definitiva: ofertar um crédito acessível capaz de dar concretude a projetos com responsabilidade socioambiental”, afirma o gestor.
Intercâmbio de conhecimento global
Reforçando seu papel como articulador no setor, o BDMG promove, entre os dias 3 e 5 de novembro, o treinamento internacional intitulado “Gestão de riscos ambientais, sociais e climáticos, e aproveitamento de oportunidades de financiamento verde”. A iniciativa é realizada em parceria com o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB) e conta com a coordenação técnica da Associação Latino-Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento (Alide).
- Reunião de 45 representantes de bancos de desenvolvimento da América Latina;
- Presença de organismos como o CAF, Fonplata e Caribank;
- Foco em descarbonização, gestão de riscos e competitividade empresarial.
A importância dessas linhas de financiamento, como a BDMG Verde, reside na capacidade de alinhar condições financeiras aos horizontes de longo prazo necessários para investimentos estruturais. Como pontua Julio Yassuhira, CO-CEO da Ecogen, projetos desta natureza deixam de ser apenas uma pauta ambiental para se tornarem pilares de eficiência operacional e sustentabilidade de longo prazo para os negócios, gerando, inclusive, reflexos positivos na criação de empregos e no fortalecimento de cadeias de suprimentos locais, como o reflorestamento de eucalipto.
Com informações de Agência Minas.


