A equipe do Centro de Referência de Assistência Social – CRAS Oeste Romana Santos Lanzoni promoveu um calendário de ações de orientação e conscientização em escolas estaduais e municipais da região oeste de Ubatuba como parte da campanha Maio Laranja.
As atividades aconteceram nos dias 15, 19, 20, 21 e 22 de maio, em parceria com a rede municipal e estadual de ensino, dando continuidade à programação desenvolvida pelo CRAS Oeste durante o mês de mobilização contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes.
Mais de 500 crianças e adolescentes participaram das ações, realizadas no território de abrangência do equipamento, por meio de palestras, rodas de conversa e momentos de escuta voltados à prevenção de situações de violência, ao fortalecimento da rede de proteção e à orientação sobre direitos.
O conteúdo trabalhado com os estudantes abordou temas relacionados à segurança no ambiente virtual, aos riscos presentes nas redes sociais e jogos online, além da identificação de comportamentos considerados sinais de alerta em conversas pela internet, como pedidos de segredo, solicitação de fotos e ameaças.
Foram discutidos os riscos relacionados ao uso de plataformas como Instagram, TikTok, WhatsApp e Discord, além dos efeitos causados pela busca por aprovação nas redes sociais e pela comparação constante com conteúdos publicados na internet, fatores que podem contribuir para situações de ansiedade, tristeza e isolamento.
Os participantes também receberam orientações para identificar práticas utilizadas por criminosos em ambientes virtuais, como a criação de perfis falsos, pedidos de segredo e tentativas de obtenção de imagens íntimas, aprendendo medidas de autoproteção, como interromper o contato, registrar as conversas por meio de capturas de tela e procurar imediatamente um adulto de confiança ou canais de apoio especializados.
“No ambiente digital, o perigo, muitas vezes, se esconde atrás de um perfil com foto bonita, muitos seguidores e palavras gentis. Os adolescentes precisam entender que o abuso virtual é tão sério quanto o presencial e que o pedido de segredo ou de fotos íntimas, mesmo que em tom de brincadeira ou acompanhado de ameaças, é um sinal claro de alerta”, enfatizou o psicólogo Ricardo Falleiros.
“Nossa missão aqui é dar ferramentas para que eles reconheçam essas situações de risco, entendam que a culpa nunca é deles e saibam que não precisam carregar esse peso sozinhos: na dúvida, o caminho seguro é romper o contato, guardar as mensagens como prova e procurar a ajuda de responsáveis, professores ou de canais como o Disque 100”, complementou Falleiros.
A coordenadora do CRAS Oeste, Kelly Prado, destacou a receptividade das unidades escolares e a participação dos estudantes durante as atividades. “Os gestores acolheram a proposta e os alunos participaram de forma aberta e comunicativa durante todas as ações. Recebemos retornos positivos das escolas e entendemos que a iniciativa contribuiu para ampliar o diálogo e a conscientização sobre o tema entre crianças e adolescentes”, comemorou.
Além da coordenadora e do psicólogo, a equipe do Cras Oeste é formada pela assistente social Joselli Eleoterio, pelo estagiário nível médio Calebe dos Santos e pela Guarda Mirim Maria Luiza Gomes.


