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Exposição reúne obras e criatividade de alunos da Rede Municipal de Ensino na Estação Cabo Branco

A Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec-JP), por meio do Departamento de Educação Infantil (DEI), abriu, nesta sexta-feira (4), na Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, a exposição ‘A alegria de ser criança na arte brasileira: memórias, brincadeiras e cultura popular’. O evento faz parte da programação do 6º Festival de Arte na Primeira Infância (Fapi).

A abertura iniciou com uma contação de histórias feita pelo arte-educador Carlos Souza e, em seguida, contou com a apresentação teatral do Coral do Ninho do Saber El Shaday, em homenagem à peça ‘O Auto da Compadecida’.

A apresentação foi prestigiada pela primeira-dama de João Pessoa, Bruna Nóbrega, que falou da alegria ao ver o trabalho das crianças. “Nós ficamos imensamente felizes em conseguir explorar a criatividade dessas crianças. É um trabalho mais bonito que o outro. Saio daqui emocionada, com o coração cheio de alegria. Eu faço questão de estar presente em todos esses momentos”, disse.

Quem também acompanhou de perto cada detalhe foi a secretária municipal de Educação e Cultura, América Castro, e a secretária executiva, Luciana Dias. “Depois da abertura do Fapi cheia de sucesso, hoje é dia de prestigiar a exposição dos trabalhos desses pequenos artistas. Com criatividade, talento e muita imaginação, eles mostram que o protagonismo começa desde cedo. É um momento para celebrar a arte, valorizar nossas crianças e reconhecer tudo o que são capazes de criar”, destacou América Castro.

Os trabalhos estão alegrando o corredor e todo o hall administrativo da Estação Cabo Branco – com pinturas, brinquedos feitos de materiais reciclados, pipas, inventário de práticas pedagógicas, esculturas de circo e palhaço, além de outras obras de arte.

Houve emoção também para a artista plástica paraibana Analice Uchôa, que se encantou ao ver o trabalho que desenvolve sobre arte circense ser reproduzido pelos alunos. “Eu acompanhei esse trabalho indo visitar o Ninho do Saber Benjamim Maranhão, onde pude pintar com eles e desenvolver este belo projeto. Estou muito feliz e agradeço essa belíssima homenagem. Com criança não tem essa coisa de ‘não vou fazer’. Eles simplesmente topam e fazem. É uma coisa esplendorosa”, agradeceu a artista plástica.

A aluna Lorena Pacheco, de 2 anos e 4 meses, do Ninho do Saber Benjamim Maranhão, participou da construção desta arte circense. “Eu usei cola, tinta e papel higiênico. Usei também as cores azul, verde, vermelho e branco. O que achei mais legal foi fazer o palhacinho e a casinha [circo]”, disse, sorridente.

Inspirações para as crianças – Para compor as obras, entre traços, instalações, esculturas e arranjos sonoros, os Ninhos do Saber pesquisaram linguagens poéticas e visuais de nomes expressivos das artes, da música e do teatro nacional, tais como Cândido Portinari, Ivan Cruz, Sandra Guinle, Ricardo Ferrari, Gustavo Rosa, Cia. Boca de Cena, Palavra Cantada, Analice Uchôa, Jô Cortez, Mari Bigio, Alexandre Fávero e Sylvio de Vasconcellos.

“Entrar nesta exposição não é apenas observar o universo infantil; é ser convidado a habitar o território onde a imaginação se faz matéria. Esta exposição apresenta uma cartografia afetiva e estética desenhada por quem melhor domina a linguagem do encantamento: as próprias crianças. Convidamos adultos e crianças a despirem-se do olhar automatizado e a mergulharem nesta imersão sensorial”, pontuou a diretora do Departamento de Educação Infantil da Sedec, Maria Sonaly Machado de Lima.

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