O Hospital Municipal Infantil do Valentina (HMV), referência na assistência pediátrica, registrou aumento superior a 108% nos atendimentos de urgência entre janeiro e março deste ano, passando de 4.393 para 9.179 casos assistidos. A maior parte desse crescimento está relacionada a quadros respiratórios. Dos atendimentos realizados ao longo do mês de março, 6.008 foram classificados como de natureza respiratória.
A direção da unidade vem acompanhando esse crescimento e reestruturando fluxos e equipes para acolher a demanda. “Mesmo com a nossa Urgência em reforma, batemos recorde de atendimentos neste mês de março. Já observávamos uma alta em relação ao ano anterior, e o último mês reforçou essa realidade. Estamos atuando de forma estratégica e humanizada, certos de que dedicação e profissionalismo salvam vidas”, declarou a médica e diretora-geral, Tania Menezes.
Diante desse cenário epidemiológico, em que os dados apontam para um crescimento rápido dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, a Prefeitura declarou, por meio do Decreto nº 11.260, situação de emergência em saúde pública no município de João Pessoa. O ato foi publicado em edição extra do Diário Oficial do Município e tem vigência de 90 dias.
Para o secretário municipal de Saúde, Luis Ferreira, o decreto é uma ferramenta importante para evitar o colapso do sistema. “Esse decreto nos possibilita adotar medidas de forma mais ágil, facilitando a abertura de novos leitos, a reorganização das unidades de atendimento, entre outras ações estratégicas que nos permitem dar uma resposta mais rápida à população”, explicou o gestor.
A Secretaria Municipal de Saúde também alerta para a importância da vacinação na redução desses casos. “As vacinas são aliadas poderosas, pois, além de reduzir a cadeia de transmissão dos vírus, diminuem significativamente o risco de evolução para quadros graves, internações e óbitos”, finalizou Tania.
Síndrome Respiratória Aguda Grave – Quadro clínico de infecção respiratória aguda caracterizado por febre superior a 38°C, tosse e dispneia ou saturação de oxigênio inferior a 95%, que resulte em hospitalização.
Saúde no lugar certo – Para sintomas leves, como tosse, coriza ou febre baixa, a população deve buscar atendimento nas Unidades de Saúde da Família (USFs). Já em casos mais graves, como alteração da pressão arterial, febre alta, falta de ar intensa, convulsões, dor no peito ou vômitos persistentes, é recomendado procurar serviços de urgência, como as UPAs ou hospitais.

