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Estudantes do IFSP conquistam 1º lugar em Engenharia na Febrace 2026  – IFSP

Projeto do Campus Campinas recebeu quatro prêmios e foi destaque na feira nacional 

Estudantes do IFSP conquistaram o 1º lugar na área de Engenharia na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace) 2026, com um projeto desenvolvido no Campus Campinas. Além da premiação principal, o trabalho recebeu outros três reconhecimentos e se destacou entre os melhores da edição. 

O projeto “BlueClarity – monitoramento remoto e análise inteligente de turbidez em fazendas marinhas utilizando ESP-LoRa” foi desenvolvido pelos estudantes Miguel Costa Borges de Lima, Maria Julia dos Santos Prates e Samuel Lellis de Godoy Gonçalves, sob orientação do professor Edson Anício Duarte e coorientação do professor Eduardo Galembeck. A iniciativa conquistou, além do primeiro lugar em Engenharia, o Prêmio de Inovação, o Prêmio Mentalidade Marítima, concedido pela Marinha do Brasil, e uma credencial para participação na 3ª Feira Nacional de Iniciação Científica (Fenic), que inclui passagens e hospedagem. O evento será realizado entre os dias 3 e 5 de dezembro, em Salvador (BA). 

O projeto propõe o desenvolvimento de um sensor automatizado de turbidez para o monitoramento contínuo da qualidade da água em ambientes marinhos. A solução integra um sistema mecânico de autolimpeza, que evita a incrustação biológica — um dos principais desafios desse tipo de ambiente —, garantindo maior precisão das medições ao longo do tempo. Os dados são transmitidos remotamente em tempo real, contribuindo para o monitoramento ambiental e para práticas mais sustentáveis na aquicultura. 

Confira o vídeo de apresentação do projeto:

Outros projetos do IFSP entre os finalistas 

Além do projeto vencedor, outros quatro trabalhos desenvolvidos por estudantes do IFSP ficaram entre os finalistas da Febrace 2026, evidenciando a diversidade e a qualidade da produção científica da instituição. 

Campus Bragança Paulista 
O projeto “Mapeando identidades: um estudo dos topônimos paulistas”, desenvolvido pela estudante Mariane Gomes de Lima, com orientação do professor Rafael Prearo Lima, analisou os nomes dos 645 municípios do Estado de São Paulo a partir dos princípios da toponímia. A pesquisa identificou padrões e categorias que refletem aspectos históricos, culturais, geográficos, religiosos e políticos, demonstrando como os topônimos funcionam como expressões simbólicas da identidade territorial paulista. 

Saiba mais sobre o projeto aqui.

Campus Campinas 
O projeto “pHIA: aplicativo de baixo custo para a análise de fitas de pH com IA” foi desenvolvido pelos estudantes Vicente dos Santos Silva, João Vitor Rodrigues do Nascimento e Victor Hugo Montanari Dias, sob orientação do professor Márcio André Miranda. A iniciativa propõe o uso de inteligência artificial para realizar a leitura precisa de fitas indicadoras de pH por meio da câmera do celular, superando limitações da análise visual tradicional. A solução amplia a acessibilidade, especialmente para pessoas com daltonismo, e apresenta potencial de aplicação no ensino de ciências e em processos industriais. 

Saiba mais aqui.

Campus Registro 
O projeto “Desenvolvimento de modelo de coluna vertebral em impressão 3D para educação em ergonomia”, desenvolvido pelos estudantes Gustavo Henrique Brito e Moura e Eduardo Muniz Alcini, com orientação do professor Sergio Augusto Godoy e coorientação do professor José Roberto Herrera Cantorani, propõe a criação de um modelo tridimensional didático da coluna vertebral. A ferramenta busca facilitar a compreensão dos impactos biomecânicos de diferentes posturas e esforços, contribuindo para a prevenção de lesões ocupacionais e para o ensino prático de ergonomia. 

Saiba mais sobre o projeto aqui.

Campus Suzano 
O projeto “Detecção da antracnose em plantações de caqui com uso de inteligência artificial e sensoriamento remoto” foi desenvolvido pelos estudantes Mateus Nogueira Abrantes de Castro, Vinícius Nogueira Abrantes de Castro e Felipe Nogueira Abrantes de Castro, sob orientação da professora Vera Lucia da Silva e coorientação das professoras Ana Paula Abrantes de Castro e Shiguemori. A pesquisa utiliza visão computacional e modelos de IA para identificar automaticamente a doença em frutos, contribuindo para o diagnóstico precoce, a redução de perdas na produção agrícola e o fortalecimento da cultura do caqui em Mogi das Cruzes. 

Saiba mais aqui.  

A participação dos estudantes na Febrace contou com apoio da Reitoria do IFSP, reforçando o compromisso institucional com o incentivo à iniciação científica, à inovação e à formação de jovens pesquisadores. 

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